O sindicato dos servidores está omisso diante do uso da máquina em Eunápolis. A sociedade também
O sindicato dos servidores públicos municipais nada diz sobre uso da máquina pública na campanha eleitoral para favorecer a esposa do prefeito Robério, candidata a deputada estadual. A APLB (sindicato dos professores) também não se manifesta.
O Partido dos Trabalhadores (PT) na cidade não enxerga, não ouve, nem fala nada, talvez “engessado” depois do apoio do prefeito ao governador Jaques Wagner. Alguns militantes até mantém postura coerente e discordam do abuso, mas o PT eunapolitano precisa registrar seu repúdio (se é que existe) a este método de se fazer campanha.
Os clubes de serviço, as entidades classistas (Como a Ordem dos Advogados do Brasil – OAB – cujo presidente virou cabo eleitoral da primeira-dama), os religiosos, todos estão dando o aval a esta campanha multimilionária, talvez a maior da Bahia em volume de propaganda.
O gasto exorbitante, o abuso de poder econômico e o uso da máquina saltam aos olhos. Só não vê quem não quer. A campanha de Cláudia só perde em visibilidade para as campanhas majoritárias. Mas esse custo é altíssimo.
Eunápolis já viveu isso na campanha de Júnior Dapé. Já pagou um preço alto. E essa nova fatura vai ser paga também pelo povo eunapolitano. A omissão escandalosa da sociedade é uma “autorização” para que o prefeito faça o que bem entender para cobrir o rombo que, provavelmente, está sendo feito nas finanças municipais.
Geraldinho Alves

