Reviravolta no caso do assassinato dos professores da APLB em Porto Seguro

Caso caminha para se tornar insolúvel
PORTO SEGURO – Uma fonte que tem trânsito livre nos bastidores dos fatos sobre o assassinato dos professores Álvaro Henrique e Elisney Pereira disse neste fim de semana ao Rede Imprensa Livre que o caso pode ter uma reviravolta no curso das investigações.
Fora as contradições do inquérito, cada vez mais evidentes, a fonte revelou que há fortes indícios de que o crime tem tudo para ser uma tentativa de assalto, seguido de assassinato, sem nenhuma conotação política.
A tese de latrocínio vai de encontro a linha de acusação do Ministério Público (MP), de crime de mando, por motivação política. O MP quer que o caso vá a júri popular. Mas segundo a fonte, as testemunhas ligadas às vítimas estão confirmando a versão da tentativa de assalto.
AUDIÊNCIAS
O juiz da Vara Crime de Porto Seguro, Dr. Roberto Freitas, retoma os depoimentos do caso no próximo dia 19 de julho, quando serão ouvidos o ex-secretário municipal de Governo, Edésio Lima e os policiais militares.
Os três policiais militares acusados de envolvimento no crime continuam detidos no 8º. Batalhão. As famílias estão com dificuldades para sobreviver, uma vez que a PM suspendeu os salários pagos aos três, desde que foram decretadas as prisões deles.
Edésio continua preso na sede da Polinter, em Salvador, mas pode ganhar liberdade provisória a qualquer momento, por força de habeas corpus do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
DESINTERESSE
A população já não se interessa mais pelo crime, a própria APLB está calada faz tempo e a polícia não informa nada há meses, deixando a imprensa sem ter o que informar de novidade, salvo por meio de comentários e editoriais.

