Quem são os milionários do Poder Judiciário?

Geraldinho Alves, 54 anos, escreve sobre política no extremo sul da Bahia e temas relevantes. É o jornalista responsável pelo IMPRENSA LIVRE BAHIA.
O céu quase desabou na Bahia quando a notícia de que magistrados e servidores do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) estavam na lista do COAF, entregue ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), na semana passada.
A casa do Poder Judiciário baiano balançou, trincou, mas não caiu, nem vai cair.
Em Salvador, a seccional estadual da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) enviou ofício ao TJ-BA requerendo os nomes dos supostos beneficiados. Em Eunápolis, a subseção local endossou a atitude da matriz.
Mas a sociedade baiana, na capital e interior, nem tchum. Não há interesse nessa briga interna do Judiciário, onde a corregedora nacional, Eliana Calmon e o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) estão no paredão e contra-atacam abrindo uma fresta na caixa preta do setor.
Briga de cachorros grandes, dizia-se antigamente.
A roupa suja que está sendo lavada em casa guarda segredos impublicáveis. Mexer com eles vai desestabilizar o sistema.
Já ouviram falar que o sistema é bruto? Pois é. Esta frase tem como grande tutor o Poder Judiciário, da primeira a última instância.
Começou na Roma antiga e segue em qualquer Nação da civilização. Manda quem pode (quem tem os juízes), obedece quem tem juízo (e pouco dinheiro).
Dificilmente o Judiciário vai cortar na própria carne. Vão tentar curar a ferida aberta na base do entendimento, caminho mais indicado.
Sigilo bancário deveria ser restrito a quem não ganha um centavo do dinheiro público. Mas quem recebe dinheiro público como salário, pagamento de serviço ou venda de mercadorias deveria ter suas contas bancárias abertas sumariamente na primeira suspeita de irregularidade.
O circo iria ficar mais divertido.
Geraldinho Alves

