Fibria foi proibida de emitir Nota Fiscal

A Secretaria da Fazenda capixaba (Sefaz) suspendeu, na terça-feira (17), a inscrição estadual da empresa Fibria Celulose S/A (ex-Aracruz Celulose), por deixar de atender à exigências da autoridade de fiscalização.
Mesmo com o nome semelhante à planta industrial que funciona em Aracruz, o ato publicado no Diário Oficial tem como alvo uma outra unidade de negócio da companhia, uma distribuidora de papeis que funciona em Vitória.
De acordo com a publicação, a suspensão é válida até a regularização da situação da companhia junto à Receita Estadual.
Sem a possibilidade de utilização da inscrição estadual, a distribuidora de papeis da ex-Aracruz está proibida de emitir nota fiscal e, consequentemente, de comercializar seus produtos, além de receber incentivos fiscais.
A ordem de serviço nº 11, assinada pelo subsecretário de Estado da Fazenda, Gustavo Assis Guerra, aponta que a empresa não atendeu às exigências da Subgerência Fiscal Metropolitana.
Pelo regulamento do ICMS estadual, o descumprimento às normas estabelecidas pela autoridade fiscal implica suspensão do registro da empresa na Sefaz.
Essa é a primeira vez que a empresa criada com a fusão da Aracruz Celulose com a Votorantim Papel e Celulose (VCP) é alvo de uma penalidade do gênero desde a mudança de nome. No local indicado pela ordem de serviço, funciona a filial capixaba da distribuidora de papeis KSR Distribuidora que faz parte do grupo do Votorantim desde 1992.
Após a criação da Fibria, a empresa passou a integrar o conjunto de negócios da ex-Aracruz e VCP.
Em março de 2011, as operações da KSR forma integradas a outro gigante do setor, a Suzano Papel e Celulose. A fusão gerou um conglomerado de 28 filiais e 13 redes de revendas autorizadas, segundo o site da empresa.
Informações do site Século Diário

