Embasa denunciada por crime ambiental em Eunápolis
O Ministério Público Estadual (MP) entrou na Vara Criminal de Eunápolis, com uma denúncia por crime ambiental contra a Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) e o seu diretor-presidente, Abelardo de Oliveira Filho, por descumprimento do contrato de concessão para explorar o serviço de abastecimento de água e esgoto em Eunápolis, Extremo Sul da Bahia.
A denúncia foi protocolada dia 2, pelo promotor João Alves da Silva Neto. O MP afirma que “na falta de saneamento sanitário, por conta da omissão da Embasa, os habitantes de Eunápolis, indistintamente, passaram a canalizar os seus esgotamentos sanitários para as redes de águas fluviais mantidas pelo município”.
Segundo a própria Embasa, Eunápolis possui apenas 842 ligações domiciliares – o que corresponde a apenas 3% da cidade.
Segundo o MP, a falta de rede de esgoto faz com que dejetos e resíduos de natureza doméstica, comercial, industrial e até hospitalar sejam jogados em lagoas, riachos e rios que deságuam no Rio Buranhém, de onde vem a água que abastece a cidade.
LOTEAMENTOS JOGAM ESGOTO NO RIO BURANHÉM
Outro grave problema é a construção de loteamentos sem esgotamento sanitário, o que obriga os moradores a fazerem fossas – e a maioria delas é aberta nos passeios em frente das casas. Mauro Moreira Borges, presidente do Conselho Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (COMDAU), informa que o esgoto canalizado na rede fluvial está sendo jogado a cerca de 800 metros do local de captação de água por parte da Embasa. “Parte do esgoto residencial do Centro e do bairro Edgar Trancoso está sendo canalizado para a rede fluvial, que vai para o Córrego da Bica e depois deságua no Rio Buranhém, acima do ponto de capitação”, disse.
“A cidade afunda nas fossas”, ironizou o presidente do COMDAU. Segundo o jornal A Tarde, a Embasa informou que a empresa aguarda a Prefeitura entregar o projeto de implantação do sistema de esgotamento sanitário. As informações são do jornal A Tarde. Foto ilustrativa.

